O símbolo Sankofa, representado por um pássaro mítico e um coração estilizado, inspira a busca pelo conhecimento ancestral para construir um futuro promissor. Originário dos povos akan de Gana e Costa do Marfim, ele é parte dos símbolos Adinkra, usados em vestuário e cerâmica. Descubra mais sobre esses símbolos em Tatuagemarte.
O termo Sankofa, representado por dois símbolos distintos – um pássaro mítico e um coração estilizado – reflete o conceito de regressar para obter o conhecimento do passado, unindo sabedoria e a busca pela herança cultural dos ancestrais para construir um futuro promissor.


A origem desta palavra, derivada do idioma twi ou axante, é composta pelos termos san (retornar; para retornar), ko (ir) e fa (buscar; procurar), podendo ser traduzida como “Volte e pegue“.
Ela é oriunda de um provérbio ganês que diz: “Se wo were fi na wo sankofa a yenkyi”, interpretado como “Não é tabu retornar e recuperar o que foi esquecido (ou perdido)“.
Símbolos Adinkra: pássaro mítico e coração estilizado
O pássaro é representado com os pés no chão e a cabeça girada para trás, segurando um ovo no bico. Este ovo representa o passado, indicando que, enquanto avança para o futuro, o pássaro não ignora o passado.
Ele reforça a ideia de que conhecer o passado é essencial para construir um futuro melhor. Em algumas representações, um coração estilizado assume o lugar do pássaro.
Sankofa e esses dois símbolos têm suas raízes entre o povo akan, vivendo nas regiões de Gana e Costa do Marfim, na África Ocidental.
Esses símbolos fazem parte dos adinkras, um conjunto de ideogramas utilizados em vestuário, cerâmica e diversos objetos, dentre outros usos.

Os desenhos tinham o objetivo de transmitir valores comunitários, ideias e provérbios, além de serem utilizados em cerimônias e rituais, tais como funerais e homenagens a líderes espirituais.
Sanfoka nos Estados Unidos e no Brasil

O pássaro mítico e o coração estilizado popularizaram-se em outros locais como os Estados Unidos e o Brasil.
Nos Estados Unidos, estes símbolos se disseminaram por várias cidades como Oakland, Charleston e Nova Orleans. Na cidade de Charleston, a tradição dos ferreiros do estúdio Philip Simmons perdura, onde eles aprenderam a arte do metal com ex-escravos que trouxeram suas habilidades para o país.

No Brasil, presume-se que a colonização tenha tido um efeito semelhante, dado que muitos portões brasileiros exibem corações estilizados.
Esses símbolos servem como um lembrete da história afro-americana e afro-brasileira e a importância de relembrar os erros passados para que não se repitam no futuro.
- Símbolos Adinkra
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