Os símbolos das festas juninas são representativos da prosperidade, da vida, da fartura, da saúde e do agradecimento pela colheita. A simbologia dessas comemorações é típica das áreas rurais de onde surgiram.
Origem
As festas juninas originaram-se com os imigrantes portugueses que trouxeram para o Brasil a devoção a Santo Antônio, São João e São Pedro.
Realizadas nas zonas rurais, essas festas dos santos juninos proporcionavam oportunidades para as pessoas se reunirem, começarem um romance e, claro, se divertirem!
Com o êxodo rural, aqueles que migraram para a cidade levaram consigo seus costumes, continuando assim os festejos para os santos. Agora, eles recriavam na cidade o arraial do interior.
Por essa razão, vemos a decoração típica com bandeirinhas de papel, bambus, comidas do campo e danças.
Assim sendo, certos elementos se tornaram símbolos inseparáveis das festas juninas. Vamos destacar alguns:
1. Fogueira

A fogueira simboliza a vida e a transformação. No passado, acreditava-se que a luz do fogo poderia afastar os maus espíritos que ameaçavam a colheita.
Por isso, é tradição acender uma fogueira em frente à casa na véspera de São João, para afastar seres sobrenaturais indesejados para a família.
Durante as celebrações, acende-se uma fogueira no centro e vários participantes saltam suas chamas para demonstrar coragem e união diante dos perigos.
Além disso, a fogueira está ligada a São João, uma vez que, segundo a lenda, Santa Isabel teria alertado Maria da necessidade de ajuda no parto acendendo uma fogueira.
2. Bandeiras

As bandeiras simbolizam espiritualidade e proteção. Inicialmente, eram bandeiras com as imagens dos santos e, ao longo do tempo, passaram a utilizar novos materiais e cores.
Durante as grandes navegações, os portugueses tomaram contato com o budismo, que tem o costume de imprimir orações em tecidos coloridos para que o vento espalhe as preces.
Elas são feitas de papel de seda e coladas em barbante, sendo dispostas de forma a criar um “teto” para a festa ou delimitar o espaço de maneira alegre e simples.
Também serviam para embelezar as cidades do interior, tornando-se parte essencial dos festejos.
3. Balões

A simbologia do balão tem um sentido prático, possivelmente utilizado como um meio de comunicação entre aldeias para anunciar o início das celebrações.
No entanto, espiritualmente, refere-se à comunicação com o divino, pois o balão sobe da terra ao céu. Muitas pessoas tocam os balões fazendo pedidos para que cheguem aos céus.
Embora atualmente seja proibido soltar balões por representar risco de incêndios, o tradicional símbolo junino foi adaptado como lanterna para iluminação. Contudo, sua elaboração permanece similar:papel de seda colorido.
4. Quadrilha

Durante a festa, o ponto alto é dançar a tradicional quadrilha, um baile que expressa alegria e entusiasmo pela vida. Essa dança também oferecia aos casais o raro momento de aproximação, permitindo a troca frequente de pares, o que facilitava encontros que poderiam levar ao casamento.
A tradição de dançar quadrilha teve origem na corte francesa e nas festas populares, onde já era habitual dançar em pares e em grandes círculos.
Esses ritmos foram mesclados a instrumentos como a zabumba, a rebeca e o triângulo na região Nordeste do Brasil, dando surgimento ao baião, xote e outras danças juninas.
O “casamento de brincadeira” é outra prática comum, em que a “noiva”, geralmente grávida, está desesperada por casamento, e o “noivo”, que tenta fugir do enlace.
Porém, o “pai da noiva” captura o “noivo” e o leva diante do “padre”. No fim, tudo se resolve e todos celebram dançando a quadrilha em homenagem aos “recém-casados”.
5. Comidas

Nas festas, as comidas refletem a fartura e o término das colheitas, celebrando a própria vida. O milho é um dos ingredientes mais presentes, já que a época das festas coincide com sua colheita.
Esse cereal simboliza abundância por sua capacidade de gerar centenas de grãos a partir de um único plantio.
Em uma festa junina, seria difícil escolher apenas uma comida típica; portanto, as feitas de milho, como pamonha, canjica, bolo, mungunzá, além do milho cozido ou assado, representam bem a celebração.
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